quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Nossa nova Fonte


 Nasceu de um desejo crescente de entrar em ação...... no palco da vida e se deliciar com as raízes que brotam do barro, do chão, da África, do Brasil..... da necessidade profunda de transmutar as dificuldades em vitórias.... do prazer de viver o agora no canto de um pássaro e no tilintar do vento.....do ímpeto de acolher para então compartilhar a vontade de mergulhar em nós...Uma tarefa de todos, uma vez que muito do que buscamos e imaginamos estar fora de nós, vibra latente lá dentro à nossa espera, basta volvermos nosso olhar e nossa percepção em direção ao nosso centro.....
Aqui, transformar uma mesa, um objeto funcional significa também transformar a si mesmo. O que vem a ser Se Plantar... Se sentir em nossas raízes humanas, semear a vida com nossas atitudes, regá-las de amor e discernimento e aprender a esperar...  para colher frutos, em outras palavras, viver bem.......colorir a vida com a criatividade inerente às mais diversas formas de arte... as quais nos alimentam e nos libertam, ao mesmo tempo em que nos possibilitam crescer enquanto SERES HUMANOS... nesta Terra que clama pelo cuidado inadiável.
A cada martelada da madeira no chão, algo vibra internamente, se expande e transforma o entorno. Seja no Mato Grosso, no Paraná, na Holanda, no Senegal, na Gâmbia ou na Bahia, esta vibração ressoa em cada passo que dei, e ainda dou,  no meu trajeto de vida. Isso torna cada gesto, palavra e sentimento, a ação mais importante para o próximo instante. Semear.... regar....e colher através de cada ação é a tarefa do Espaço Se Plante!   

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Open House do Espaço Se Plante! Agora com hospedagem

Você está convidado a vir conhecer de perto o mais novo local de Jauá, para se hospedar ou fazer eventos “artísticos e culturais”! Compareça em nosso coquetel de inauguração que será realizado no dia 01-SET-2012 - Das 16:00 hs até as 20:00 hs Local: Fazenda Encantamento sn – Jauá – Estrada do Coco Contato: 71-88838628 com Sandra ou Cynthia Estaremos com a casa aberta para você visitá-la! Não perca esse evento! Gratas por sua atenção! Página: https://www.facebook.com/pages/Espa%C3%A7o-Se-Plante/330889110313121

terça-feira, 24 de maio de 2011

Saúde em Movimento, Alquimia do Bugarabu


Respiração, alimentação, meditação e movimento são os pilares deste encontro, focados na energia vital do Fogo. Uma vivência de harmonização do ser humano sob uma visão holística, integrando a filosofia do Yin Yang à filosofia que emana da dança africana do Bugarabu. Trilhar pela energia da quietude e do silêncio, a fim de acordar o movimento. Pretendemos assim, desobstruir algumas amarras que desarmonizam a integralidade do nosso corpo.
A idéia inicial deste curso surgiu da nossa necessidade de integrar a linguagem do movimento às noções filosóficas da Medicina Tradicional Chinesa.                                          
As peculiaridades do estilo de vida nas grandes cidades, associadas aos valores imperantes do mundo globalizado, nos condicionam a um continuo desgaste que reflete na nossa saúde e no nosso bem estar. O excesso de atividade mental sob condições de estresse, a ausência de descanso, as refeições rápidas, os alimentos industrializados, assim como associar o trabalho às refeições são fatores que contribuem para debilitar o Yin , a matéria. Por outro lado, o excesso de trabalho físico por longos períodos, sem o adequado descanso enfraquece o Yang Qi (energia). Os movimentos repetitivos estagnam a circulação provocando dor. As pressões a que estamos expostos pela competitividade e pelo consumo contribuem para o agravamento do estresse.  Estabelecido o desequilíbrio, é necessário refletir e agir se quisermos restaurar a harmonia para um viver prazeroso, saudável, consciente e crítico.

A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) com seus 4000 anos de vida/historia proporciona uma leitura e interpretação naturalista dos fenômenos. A partir da observação da natureza e das leis que regem os seus movimentos é possível achar os caminhos que conduzam à compreensão do sentido e da direção de uma provável mudança.
Os três tesouros na MTC Qi (energia-), Jing (essência) e Shen (Mente) são o legado natural da vida que todos os seres vivos recebem ao nascer.  A força e o mútuo equilíbrio dos três tesouros determinam a nossa saúde e a nossa longevidade.
O Rim, considerado como a Raiz da Vida porque armazena a Essência (Jing), é o fundamento do Yin e do Yang para todos os outros sistemas internos. O Yin do Rim é o substrato material essencial para o nascimento, crescimento e reprodução. O Yang do Rim é a força motriz de todos os processos fisiológicos através do Fogo fisiológico essencial à vida. É este Fogo do Portão da Vitalidade que fornece o calor necessário para todas as funções do nosso organismo. Na saúde estes dois pólos formam um todo.



Quem somos?

Nascido em Lomas de Zamora, província de Buenos Aires, Argentina, Alberto Molteni desenvolveu práticas corporais relacionadas à formação do ator. Dentre elas Eutonia, Senso-Percepção e Sistema Consciente para a Técnica do Movimento (1987-1994).
Alberto é formado em Medicina pela Universidade Nacional de La Plata, Argentina (1989). Radicado na Bahia desde 1995, realizou estudos de pós-graduação em Medicina Social no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (1999-2000). Desde então atuou como médico de Saúde da Família até cursar a especialização em Acupuntura. Em 2008 viajou a Beijing, China para vivenciar a prática da Medicina Tradicional Chinesa no seu berço. Implantou o Ambulatório de Acupuntura da Secretaria Municipal de Camaçarí-SUS em 2007, onde desenvolve a sua principal prática profissional até hoje.

Nascida no Mato Grosso do Sul, Sandra Mascarenhas mudou-se para Londrina PR, aos cinco anos, onde iniciou suas práticas corporais na linguagem do movimento, a exemplo do balé e da dança espanhola.  Em 1979 chegou à Bahia para fazer Licenciatura em Dança na Universidade Federal da Bahia e se identificou, entre as artes do movimento, com a dança afro-brasileira. Klauss Vianna teve lugar marcante em sua trajetória, ao combinar movimentos de extrema sutileza com o calor de movimentos vigorosos. Em 1988 mudou-se para Florianópolis e - em homenagem ao senegalês Mamour Ba quem intensificou seu interesse pela cultura africana - criou o Grupo e Espaço Omalagô, pioneiro em vivências e pesquisas sobre a cultura afro-brasileira e africana naquela cidade.  Participou, em Londrina em 1994, e na Suécia em 1995, da IX e X ISTA (Escola Internacional de Antropologia Teatral), criada por Eugênio Barba, e depois partiu para Amsterdã. Lá vivenciou intensamente as danças do Senegal e firmou parcerias, a exemplo do etnomusicólogo e percussionista Fayee Diona de Gâmbia, quem introduziu em sua vida a dança do Bugarabu.
Em 2003 retornou à Bahia para concluir seu mestrado em Artes Cênicas. Com este trajeto transcultural Sandra teceu os pilares fundantes de sua pesquisa de mestrado, caracterizado pelo calor e pela quietude, ora vigoroso, ora sereno. Alinhavou os aprendizados com Klauss àqueles da Antropologia Teatral e da cultura africana e, metaforicamente os reuniu no fogo da dança de Xangô, um dos orixás do Candomblé da Bahia, com o Bugarabu, nome do instrumento e da dança que compõem o ritual da colheita de arroz da região de Casamance, em Senegâmbia.
Em 2008, Sandra cursou a Especialização em Arte Educação – Cultura Brasileira e Linguagens Artísticas Contemporâneas no Mestrado em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFBA. 
Hoje Sandra mora em Jauá e neste local atua como a idealizadora do Espaço “Se Plante!” e, coordenadora geral e arte educadora da Associação Cinema na Praça.

Conteúdos
  • Bases filosóficas/teóricas da Medicina Tradicional Chinesa MTC : Yin Yang, Cinco Movimentos,  Teoria dos Zang Fu  (Sistemas internos :vísceras e órgãos)
  • Substancias vitais: Qi, Sangue, Essência, e fluidos corpóreos
  • Três tesouros JING (Essência) QI  SHEN (Mente)
  • Fatores de adoecimento:
ü  Externos: vento, frio, fogo/calor, umidade, secura, calor de verão
ü  Internos: sete emoções: fúria, alegria, tristeza, preocupação e abstração, medo e choque.
ü  Mistos: compleição debilitada, alimentação, ocupação, trabalho em excesso, exercício, atividade sexual em excesso, trauma, parasitas, tratamento inadequado.

  • Níveis de adoecimento: energético, funcional e orgânico.
  •  Introdução ao estudo dos aspectos energéticos dos alimentos.
  • Vertentes da MTC:
o   Acupuntura e moxibustão
o   Dietoterapia
o   Tui Na
o   Fitoterapia
o   Qi Gong , Tai Chi Chuan,  Meditação

  • Introdução à Educação Somática
  • Introdução à Antropologia Teatral em diálogo com a dança do Bugarabu

Programação:

Manhã

ü  8:15            Exercício de   senso percepção
ü  8:30           Apresentação dos participantes.
ü  9:00           Lanche
ü  9:30-11:00 Conteúdos teóricos MTC
ü  11:00           Introdução aos exercícios respiratórios terapêuticos. Meditação .                             
                          
Almoço       12:15        

Tarde

ü   14:00  às 15:45  Reconhecimento do Espaço e vivências corporais: respiração, relaxamento, alongamento, improvisação e movimentos que impulsionam a sensação quente.
ü  15:45                Lanche
ü  16:oo às 17:00 Avaliação Final  

                                                                                     Onde?                                                       
            Espaço Se Plante!    Dunas  de Jauá

Quando? 
            Sábado  18 de junho 2011  das 8:00 às 17:00h                                                                                 

Contatos:
              Até 02/06 e depois do 11/06     71-8883-8628/9198-0147  Sandra
                                                                  71 -3672-2362  Alberto
             Sempre disponível pelo e-mail:    saudemovimento2011@gmail.com      
                                                                    

Inscrição:                                                                              
Até 10/6 R$ 125.00, após R$ 150,00. Inclui lanche, almoço e apostila.
Vagas: 10 participantes  

A reserva da vaga será feita mediante a apresentação do comprovante de pagamento via e-mail ou depósito identificado.
Uma vez realizada a inscrição entraremos em contato para outras informações referentes ao curso.

Contas para depósito: Banco do Brasil       agência 3457-6
                                                                    c/c     39052-6
                                     Caixa Econômica    agência 1051  operação 001
                                                                    c/c 169551-1
Mapa


  

Saúde em Movimento, Alquimia do Bugarabu

Saúde em Movimento Alquimia do Bugarabu

Respiração, alimentação, meditação e movimento são os pilares deste encontro, focados na energia vital do Fogo. Uma vivência de harmonização do ser humano sob uma visão holística, integrando a filosofia do Yin Yang à dança africana do Bugarabu. Trilhar pela energia da quietude e do silêncio, a fim de acordar o movimento. Pretendemos assim, desobstruir algumas amarras que desarmonizam a integralidade do nosso corpo.
A idéia inicial deste curso surgiu da nossa necessidade de integrar a linguagem do movimento às noções filosóficas da Medicina Tradicional Chinesa.                                          
As peculiaridades do estilo de vida nas grandes cidades, associadas aos valores imperantes do mundo globalizado, nos condicionam a um continuo desgaste que reflete na nossa saúde e no nosso bem estar. O excesso de atividade mental sob condições de estresse, a ausência de descanso, as refeições rápidas, os alimentos industrializados, assim como associar o trabalho às refeições são fatores que contribuem para debilitar o Yin , a matéria. Por outro lado, o excesso de trabalho físico por longos períodos, sem o adequado descanso enfraquece o Yang Qi (energia). Os movimentos repetitivos estagnam a circulação provocando dor. As pressões a que estamos expostos pela competitividade e pelo consumo contribuem para o agravamento do estresse.  Estabelecido o desequilíbrio, é necessário refletir e agir se quisermos restaurar a harmonia para um viver prazeroso, saudável, consciente e crítico.

A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) com seus 4000 anos de vida/historia proporciona uma leitura e interpretação naturalista dos fenômenos. A partir da observação da natureza e das leis que regem os seus movimentos é possível achar os caminhos que conduzam à compreensão do sentido e da direção de uma provável mudança.
Os três tesouros na MTC Qi (energia-), Jing (essência) e Shen (Mente) são o legado natural da vida que todos os seres vivos recebem ao nascer.  A força e o mútuo equilíbrio dos três tesouros determinam a nossa saúde e a nossa longevidade.
O Rim, considerado como a Raiz da Vida porque armazena a Essência (Jing), é o fundamento do Yin e do Yang para todos os outros sistemas internos. O Yin do Rim é o substrato material essencial para o nascimento, crescimento e reprodução. O Yang do Rim é a força motriz de todos os processos fisiológicos através do Fogo fisiológico essencial à vida. É este Fogo do Portão da Vitalidade que fornece o calor necessário para todas as funções do nosso organismo. Na saúde estes dois pólos formam um todo.



Quem somos?

Nascido em Lomas de Zamora, província de Buenos Aires, Argentina, Alberto Molteni desenvolveu práticas corporais relacionadas à formação do ator. Dentre elas Eutonia, Senso-Percepção e Sistema Consciente para a Técnica do Movimento (1987-1994).
Alberto é formado em Medicina pela Universidade Nacional de La Plata, Argentina (1989). Radicado na Bahia desde 1995, realizou estudos de pós-graduação em Medicina Social no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (1999-2000). Desde então atuou como médico de Saúde da Família até cursar a especialização em Acupuntura. Em 2008 viajou a Beijing, China para vivenciar a prática da Medicina Tradicional Chinesa no seu berço. Implantou o Ambulatório de Acupuntura da Secretaria Municipal de Camaçarí-SUS em 2007, onde desenvolve a sua principal prática profissional até hoje.

Nascida no Mato Grosso do Sul, Sandra Mascarenhas mudou-se para Londrina PR, aos cinco anos, onde iniciou suas práticas corporais na linguagem do movimento, a exemplo do balé e da dança espanhola.  Em 1979 chegou à Bahia para fazer Licenciatura em Dança na Universidade Federal da Bahia e se identificou, entre as artes do movimento, com a dança afro-brasileira. Klauss Vianna teve lugar marcante em sua trajetória, ao combinar movimentos de extrema sutileza com o calor de movimentos vigorosos. Em 1988 mudou-se para Florianópolis e - em homenagem ao senegalês Mamour Ba quem intensificou seu interesse pela cultura africana - criou o Grupo e Espaço Omalagô, pioneiro em vivências e pesquisas sobre a cultura afro-brasileira e africana naquela cidade.  Participou, em Londrina em 1994, e na Suécia em 1995, da IX e X ISTA (Escola Internacional de Antropologia Teatral), criada por Eugênio Barba, e depois partiu para Amsterdã. Lá vivenciou intensamente as danças do Senegal e firmou parcerias, a exemplo do etnomusicólogo e percussionista Fayee Diona de Gâmbia, quem introduziu em sua vida a dança do Bugarabu.
Em 2003 retornou à Bahia para concluir seu mestrado em Artes Cênicas. Com este trajeto transcultural Sandra teceu os pilares fundantes de sua pesquisa de mestrado, caracterizado pelo calor e pela quietude, ora vigoroso, ora sereno. Alinhavou os aprendizados com Klauss àqueles da Antropologia Teatral e da cultura africana e, metaforicamente os reuniu no fogo da dança de Xangô, um dos orixás do Candomblé da Bahia, com o Bugarabu, nome do instrumento e da dança que compõem o ritual da colheita de arroz da região de Casamance, em Senegâmbia.
Em 2008, Sandra cursou a Especialização em Arte Educação – Cultura Brasileira e Linguagens Artísticas Contemporâneas no Mestrado em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFBA. 
Hoje Sandra mora em Jauá e neste local atua como a idealizadora do Espaço “Se Plante!” e, coordenadora geral e arte educadora da Associação Cinema na Praça.

Conteúdos
  • Bases filosóficas/teóricas da Medicina Tradicional Chinesa MTC : Yin Yang, Cinco Movimentos,  Teoria dos Zang Fu  (Sistemas internos :vísceras e órgãos)

  • Substancias vitais: Qi, Sangue, Essência, e fluidos corpóreos.

  • Três tesouros JING (Essência) QI SHEN (Mente)

  • Fatores de adoecimento:

ü  Externos: vento, frio, fogo/calor, umidade, secura, calor de verão
ü  Internos: sete emoções: fúria, alegria, tristeza, preocupação e abstração, medo e choque.
ü  Mistos: compleição debilitada, alimentação, ocupação, trabalho em excesso, exercício, atividade sexual em excesso, trauma, parasitas, tratamento inadequado.

  • Níveis de adoecimento: energético, funcional e orgânico.
  •  Introdução ao estudo dos aspectos energéticos dos alimentos.
  • Vertentes da MTC:
o   Acupuntura e moxibustão
o   Dietoterapia
o   Tui Na
o   Fitoterapia
o   Qi Gong , Tai Chi Chuan,  Meditação

  • Introdução à Educação Somática
  • Introdução à Antropologia Teatral em diálogo com a dança do Bugarabu
Programação:

Manhã

ü  8:15            Exercício de   senso percepção
ü  8:30           Apresentação dos participantes.
ü  9:00           Lanche
ü  9:30-11:00 Conteúdos teóricos MTC
ü  11:00           Introdução aos exercícios respiratórios terapêuticos. Meditação .                             
                          
Almoço       12:15        

Tarde

ü   14:00  às 15:45  Reconhecimento do Espaço e vivências corporais: respiração, relaxamento, alongamento, improvisação e movimentos que impulsionam a sensação quente.
ü  15:45                Lanche
ü  16:oo às 17:00 Avaliação Final  


                                                                                              Onde?                                                       
            Espaço Se Plante!    Dunas  de Jauá

Quando? 
            Sábado  18 de junho 2011     das 8:00 às 17:00h                                                                                 

Contatos:
              Até 02/06 e depois do 11/06     71-8883-8628/9198-0147  Sandra
                                                                  71 -3672-2362  Alberto
             Sempre disponível pelo e-mail:    saudemovimento2011@gmail.com      
                                                                    

Inscrição:                                                                              
Até 10/6 R$ 125.00, após R$ 150,00. Inclui lanche, almoço e apostila.
Vagas: 10 participantes  

A reserva da vaga será feita mediante a apresentação do comprovante de pagamento via e-mail ou depósito identificado.
Uma vez realizada a inscrição entraremos em contato para outras informações referentes ao curso.

Contas para depósito: Banco do Brasil       agência 3457-6
                                                                            c/c     39052-6
                                         Caixa Econômica     agência 1051  operação 001
                                                                            c/c 169551-1
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sábado, 2 de abril de 2011

Okutá Orun Iná Otá - O Fogo transatlântico do encontro de Xangô com a dança do Bugarabu da dissertação de Sandra Mascarenhas

 
Músico de Bugarabu em Gâmbia 1996

A dança do Bugarabu

BUGARABU
I – O OBJETO.
Bugarabu é o nome dado ao instrumento de percussão e à dança do povo djola, da região de Casamance no sul do Senegal. Nessa região o país é cortado em sua extensão horizontal pela Gâmbia. Ocorre que em suas culturas, ambos os países mantêm em comum, além da manifestação popular espetacular do Bugarabu, algumas das línguas locais do oeste da África, tais como o djola e o wolof, conferindo a toda essa região o cognome de Senegâmbia. O contexto em que esta se dá é dos mais variados, festas, comícios, celebrações, etc...Daí a pertinência de inaugurar um diálogo entre este estudo e o livro Festas e Civilizações de autoria de Jean Dauvignaud. Entre outros argumentos, eu ressalto aqui quando o autor trata da festa como meio de descoberta da energia que leva a experiências outras, livre dos constrangimentos impostos pelas culturas, segundo o prefácio de Fontenelle seu tradutor.
Instrumento - O Bugarabu é feito do tronco de árvores de quatro tamanhos, dois maiores e dois menores a fim de corresponderem aos sons graves e agudos que compõem seu ritmo 6/8. O músico que manipula os quatro instrumentos simultaneamente tem amarrado em seus punhos uma espécie de guizos tilintando que unido ao canto e aos claps tocados pelos dançarinos caracterizam a música. Os claps são tirados do caule da folha da palmeira de vinho, cortados em pedaços de 20cm, sendo que para tirarmos o som estridente adequado, batemos paralelamente com as costas das suas concavidades externas.
Dança - A introdução da dança do Bugarabu se faz a partir de cantos, pergunta e resposta, enquanto os dançarinos surgem para organizar-se em duas fileiras frente a frente. As mudanças de movimentos são anunciadas por um músico através do toque de um assovio, pois contar não é o recurso comum. Existe um movimento básico simples, uma espécie de caminhar cuja alternância de pernas e braços serve para o deslocamento dos dançarinos em suas várias disposições espaciais da coreografia ou para momentos de reorganização da energia que o ritmo em seu crescente desperta nos movimentos. Esse movimento básico serve de treinamento para uma maior leveza de joelhos e pernas constituindo-se em um princípio de compreensão do que vem a ser o beat e o up beat. No ápice do ritmo, muito rápido, acentuado pelos claps, forma-se um círculo e de repente os dançarinos explodem no centro como fogo, como brasa travando um diálogo que se encerra com o movimento o qual denominei de bater as asinhas, pois freqüentemente os braços assim se movem.
II – TRAJETO → a festa e o pertencimento.
O Bugarabu está para Senegâmbia assim como o samba está para o Brasil. Essa constatação começou em Amsterdã quando conheci Fayee Diona, da Gâmbia, etnomúsicólogo, músico e privilegiado conhecedor do remanescente instrumento de percussão, o Bugarabu. Ao lado de outros africanos considero Fayee um dos grandes contribuidores para o conhecimento que adquiri da música, da dança e da cultura oeste africana como um todo, durante os sete anos que trabalhamos juntos na Holanda.
Dia 04 de janeiro de 1996 eu desembarcava no aeroporto de Banjul, capital da Gâmbia e com Fayee busquei desenvolver uma técnica e um ritual próprios para viver o Bugarabu. Por isso fui conhecer de perto a tribo da etnia djola localizada em Candion região de Donsekunda, na Gâmbia, onde ele iniciou seus estudos de Bugarabu, local em que sua “sala de aula” era nas sombras das árvores, sob a inspiração do canto dos passarinhos ao alvorecer. Malan, seu professor, ensinou-nos como tirar a imensa folha da palmeira, retirar o caule e cortá-lo em pedaços ficando assim prontos para o seu uso na dança. Esses claps foram usados em nossas aulas em Amsterdã. Devo confessar que a sensação de ter assistido ao ritual de confecção dos mesmos deu um sentido particular para mim, pois até hoje, cada vez que minhas mãos abraçadas a eles se juntam, experimento um sentimento peculiar de apropriação, o qual acredito seria diferente se os tivesse comprado ou quem sabe ignorado seu lugar de procedência.
Após 40 anos em recesso, no dia seis de janeiro acontecia uma festa na vila de Banjulding cujo “chefe”, Erk Janneh era tio de Fayee. Formando um grande círculo reunimo-nos debaixo da lua cheia dando início ao ritual aberto. Personagens da cultura local como mandinga e djola encenavam seus papéis um a um, e eu fazia minhas relações com os Orixás e a nossa cultura: O Kankurang coberto de folhas parecendo Oxossi ou Ossaim; o Mamapara lembrando o Zambiapunga de máscara e perna de pau; o Kumpoo, coberto de palhas presas num pau que serve de ponto de apoio no chão para os giros que faz no ar, provocando um homem que está à sua frente, o que me remetia à idéia de Omolu e de um Bumba meu Boi africano. A festa continuou com dança, comida e bebida para todos. Muitas das manifestações populares, sociais e políticas se realizam através da tandbere esse grande círculo formado, desta feita, pela família de Fayee e a comunidade local onde mulheres e os homens estavam vestidos com imensas roupas coloridas e um grupo de percussionistas tocava os instrumentosde nomes sabar, djembé, dumdum e o Bugarabu. Uns assistem e outros, dançarinos inatos em sua maioria, vão “esquentando” internamente na mesma proporção que o ritmo e, de repente, explodem no centro do círculo, de frente para os músicos, em fogo. Os movimentos de pernas e braços são muito rápidos como se não pudessem tocar o chão com seus pés. A assistência batendo os claps comunga com o espírito da dança no qual todos estão envolvidos, um êxtase coletivo o qual culmina na precisão do último toque no couro com o último movimento. Após um convite expresso em gestos corporais explodi numa sensação de comunhão. Os movimentos do Bugarabu brotando do meu corpo, os claps em uníssono tão rápidos quanto meu coração, e ao terminar aquele último movimento que junto ao som do Bugarabu ressoa no ar, ouvi: - You can dance! Naquele exato momento eu pude compreender o Bugarabu dentro do contexto africano de Senegâmbia e como isso reverberava dentro de mim. A emoção experimentada eu não decifro, mas sinto, como um fogo dentro de mim, maneira que Fayee Diona interpretava esse estágio da minha dança. Dançar é arder, é queimar. Era o fogo de Xangô, de Iansã, a minha improvisação.
III CONCLUSÃO → descoberta do objeto, suporte teórico e impacto.
“Esse corpo que conviveu e transitou por universos transnacionais e através da dança pode experimentar entre outros elementos esse fogo, identificou-se com ele e se deixou carimbar, impregnar pelas sensações de intermistura, transformação e plenitude que dele podem emergir. Uma performance transcultural será a corporeificação em forma de etnografia, memória e atitude dessa experiência ainda e sempre em trânsito. Esse corpo sou eu”.
Esse mergulho me fez vislumbrar a viabilidade do anteprojeto apresentado para o programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA em 2004. Através de uma abordagem etnográfica desenvolvo análises comparativas das duas manifestações dançantes: o Xangô e o Bugarabu que revelam, além das óbvias semelhanças rítmicas e gestuais, o que ambas têm em comum na questão do fogo da performance, metáfora fundamental para o desenvolvimento da hipótese do caráter transcultural dessas danças. Para tanto busco amparo na recente produção da Etnocenologia e aporte na minha formação em dança, nos meus aprendizados na Antropologia Teatral e nos recentes aprendizados que tenho desenvolvido dos Estudos da Performance, campos do conhecimento estes, que consideram manifestações culturais e/ou artísticas como legítimos objetos para a investigação científica. Levando em consideração que um corpo que dança é um corpo que pensa e se articula conceitualmente, acredito que o estudo que ora proponho revelará preciosas atribuições ao conceito de corpo, instigantes e úteis para o trabalho de artistas, pesquisadores e intelectuais que se debruçam sobre as prementes questões da representação cultural na contemporaneidade. Em busca da técnica de fundir, acumular, catalogar, criar, existe algo que aprendi a reconhecer como primeiro impulso criativo, aprender a aprender, criando assim, um terceiro estado de existência, nem vida, nem arte, mas algo dos dois, dando vida a esse arquivo e produzindo informação. Essa informação está incorporada a uma noção de aula e de coreografia cujo registro tem um olhar de reconhecimento para com as manifestações tradicionais, vistas como uma atitude cênica e não como uma repetição invariável, mas como um estímulo para a inovação das identidades sempre inacabadas e mutáveis. Os resultados podem ser úteis ao universo acadêmico, às escolas, aos projetos sociais e às artes da sociedade contemporânea, despertando reflexões que ampliem o entendimento da complexa transnacionalidade.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O que você pode compartilhar conosco.......


O Espaço Se Plante!  compartilha com você atividades artísticas de linguagens diversificadas tais como:  artes visuais, artes plásticas, música, teatro, canto, dança, literatura.... Com ênfase nas especificidades de cada curso e ministrante, nosso objetivo original é proporcionar aos corpos participantes uma experiência única, imersa numa atmosfera harmônica com a natureza, compreendendo a si mesmo como elemento integrante dela.
Onde ficamos?
 Em JAUÁ, Fazenda Encantamento s/n. Para chegar até nós siga o mapa abaixo:







Quer falar conosco?
 Sandra Mascarenhas: (71) 36723505 ou (71) 88838628 ou (71) 91980147
                                           espacoseplante@gmail.com